sábado, 31 de outubro de 2015

Gordurinha








Súplica Cearense (1987)


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Waldeck Artur Macedo
10/8/1922 Salvador, BA
16/1/1969 Rio de Janeiro

Começou a carreira artística aos 16 anos, apresentando-se em um programa de calouros na Rádio Sociedade da Bahia, em Salvador. Na época participou do grupo vocal "Caídos do Céu". Em 1951 começou a produzir e apresentar programas na Rádio Tamandaré do Recife, em Pernambuco. Em 1952 foi para o Rio de Janeiro para dar continuidade à carreira artística. Pouco depois mudou-se para Recife onde atuou nas Rádios Jornal do Comércio e Tamandaré. Em 1954 teve sua primeira composição gravada por Jorge Veiga, o baião "Quero me casar". No mesmo ano, a dupla Venâncio e Corumba gravou  o baião "Cadeia da vila". Em 1955 gravou com Leo Villar seu primeiro disco, interpretando a marcha "Soldado da rainha", dele e João Grimaldi, e "Sonhei com você", de Roberto Martins e Mário Vieira, com vistas ao carnaval do ano seguinte. Em 1957 apresentou na Rádio Nacional o programa "Varandão da casa grande". Apresentou ainda os programas "Café sem concerto" na Rádio Tupi e "Boate Ali Babá", na TV Tupi. Em 1958, Ari Lobo gravou o coco "Quixeramobim". No mesmo ano, gravou um de seus grandes sucessos, o , o coco "Vendedor de caranguejo". Em 1959, o samba "Chiclete com banana", parceria com Almira Castilho, foi gravado com grande sucesso por Jackson do Pandeiro. Este samba, além de peça de teatro, foi tema de uma tira de histórias em quadrinhos, do desenhista Angeli e foi nome de uma banda de música baiana. Ainda no mesmo ano, fez grande sucesso com o baião "Baiano burro nasce morto", que geraria um famoso bordão nas televisões da época. Também no mesmo ano, seu samba "Carta de ABC" foi gravado por Gilberto Alves no LP "Gilberto Alves e o samba". Em 1960 gravou mais um grande sucesso, o baião-toada "Súplica cearense", composto em parceria com Nelinho, composição considerada pela crítica como sua obra-prima e uma das músicas mais pungentes em solidariedade aos miseráveis da seca nordestina. No mesmo ano, o cantor Antônio Martins gravou o tango "Ribalta". Teve diversas composições gravadas pelo cantor Jorge Veiga, entre as quais os sambas "Caixa alta em Paris", "O marido da vedete" e "Quando o divórcio chegar". Ari Lobo gravou os cocos "Paulo Afonso" e "Pedido a padre Cícero". Em 1962 lançou o LP "A Bossa do Gordurinha", com destaque para "Baiano não é palhaço". Em 1963 lançou pela Copacabana o LP "Gordurinha...um espetáculo", com destaque para "Fornalha" e "Baião bem". Como produtor musical ajudou a fazer os melhores discos do Trio Nordestino. Em 1968, Augusto Boal dirigiu no Teatro de Arena de São Paulo o musical "Chiclete com banana", inspirado na música de Gordurinha, criticando as relações desiguais entre a música brasileira e a música estrangeira, particularmente a norte-americana. Em 1972, Gilberto Gil, em disco lançado após seu retorno do exílio em Londres, regravou "Chiclete com banana".  Em 1974, o cantor Macalé gravou "Orora analfabeta" e "Mambo da cantareira", no LP "Aprender a andar". Em 1997, o Trio Nordestino, em sua nova versão, regravou o "Mambo da cantareira". Em 1999 o selo "Sons da Bahia" sob o patrocínio do Governo do Estado e com lançamento comercial pela Warner Music gravou o disco "A confraria do Gordurinha", com 16 faixas de sua autoria interpretadas por Gilberto Gil, que cantou "Baianada" e mais três músicas, Confraria da Bazófia e ainda Marta Millani. Em 2000, a Warner Music na série "Enciclopédia Musical Brasileira", lançou o CD "Jackson do Pandeiro e Gordurinha", no qual o cantor e compositor baiano aparece interpretando sete composições de sua autoria, entre as quais, "Oito da Conceição", "Vendedor de carangueijo" e "Qual é o pó?". Em 2007, teve a música de sua autoria, junto com Almir Castilho "Chiclete com banana" gravada pelo cantor e compositor Kojak do forró, no álbum ao vivo "O afilhado do rei do ritmo Jackson do Pandeiro".  O CD/DVD, de lançamento independente, produzido por Kleber Matos, foi uma homenagem ao cantor e compositor Jackson do Pandeiro que imortalizou a composição. Em 2012, recebeu outra homenagem do cantor Kojak do Forró ao ter nove músicas suas gravadas no DVD "50 anos de sucesso", em que Kojak celebrou cinco décadas de carreira. No álbum, gravado ao vivo na Sala Funarte Sidney Miller no Rio de Janeiro, foram gravadas composições suas como "Baiano burro nasce morto", "Tenente Bezerra", "Caranguejo Sá", "Belém de Maria", entre outras, além da clássica "Chiclete com banana", parceria sua com Almira Castilho.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

domingo, 25 de outubro de 2015

sábado, 24 de outubro de 2015

sábado, 17 de outubro de 2015

sábado, 10 de outubro de 2015

sábado, 3 de outubro de 2015

Jorge Veiga








O Melhor de Jorge Veiga (1969)


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Jorge de Oliveira Veiga, nasceu no Rio de Janeiro em 14/04/1910 e morreu em 29/06/1979 aos 69 anos, foi um cantor e compositor brasileiro, especializado em sambas.

Nasceu no bairro suburbano do Engenho dentro, onde teve uma infância de pobreza. Trabalhou desde a infância como engraxate, vendedor de frutas e de doces. Quando adulto, passou a trabalhar como pintor de paredes. Costumava cantar durante o serviço e um dia o proprietário de uma casa comercial em que Jorge trabalhava gostou do que ouviu. Graças à indicação deste homem, Jorge conseguiu se apresentar como calouro em um programa da Rádio Educadora do Brasil (PRB-7).

A partir de 1934 iniciou sua carreira artística apresentando-se em circos e pavilhões populares do Rio de Janeiro. Naquele mesmo ano,  começou a se apresentar imitando Sílvio Caldas no programa "Metrópolis", da Rádio Educadora.

Em 1939 realizou sua primeira gravação, "Adeus João", cantando ao lado do acordeonista Antenógenes Silva, que era o titular do disco.

Especializou-se em sambas malandros e anedóticos, além dos sambas de breque.

Em 1942, quando atuava na Rádio Guanabara, conheceu Paulo Gracindo, na época apresentador de programas de rádio, que mudaria seu estilo de interpretação segundo o próprio cantor. "Paulo Gracindo me ensinou a cantar sempre sorrindo, para dar mais leveza à interpretação e dividir mais os ouvintes", diria Jorge Veiga aanos mais tarde. Pelos anos seguintes realizaria dezenas de gravações, com muito sucesso popular.

Graças ao rádio, Jorge Veiga conquistou ainda mais popularidade. Na Rádio Nacional abria suas apresentações sempre com a mesma frase. "Alo, alô, aviadores que cruzam os céus do Brasil. Aqui fala Jorge Veiga pela Rádio Nacional. Queiram dar os seus prefixos para a guia de nossas aeronaves".

Em 1959, Jorge Veiga alcançou seu maior sucesso com a regravação do samba "Acertei no milhar", de Wilson Batista e Geraldo Pereira, que virou um marco na sua carreira. Em 1979, ano de sua morte, a CBS lançou o LP "O eterno Jorge Veiga", com um apanhado de seus sucessos, incluindo composições suas como "Boi com abóbora", "Festival de bolachadas" e "Casa que tem cachorro".

Composições:

.   "Abaixo de Deus" (com Sebastião Mota)
.   "Amor não tem idade" (com Nogueira e M. Alves)
.   "Aviadores do Brasil" (com José Francisco)
.   "Boemia" (com Zé Violão)
.   "Boi com abóbora" (com Marinho da Muda)
.   "Café Society"
.   "Casa que tem cachorro" (com Blecaute e Newton Teixeira)
.   "Doutor Sabe-tudo" (com Zé Violão)
.   "Em boi morto até eu bato" (com Zé Violão)
.   "Festival de bolachadas" (com Gordurinha)
.   "Fora da jogada" (com Haroldo Lobo)
.   "Garota de Copacabana"
.   "Obrigado doutor" (com Gabilan)
.   "Reencarnação" (com Nadinho)
.   "Samba de Itaguaí" (com Raul Marques)
.   "Sambista no céu" (com Zé Violão)
.   "Você vai" (com Badu)
.   "Bigorrilho"


Fonte: Wikipédia